quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Praticar Yoga...




"Quem sou eu?" Esta é a questão fundamental no yoga. Hoje nos identificamos com uma ínfima possibilidade de nós mesmos. Não importa por meio de qual linha no yoga você siga o fundamental é despertar sua verdadeira identidade.

Enquanto identificados com nossos pensamentos, emoções e sensações seguimos iludidos. Achamos que somos nossos corpos e nomes. Presos a esta idéia o sofrimento torna-se inevitável. Tudo relacionado à mente e ao corpo é impermanente, enquanto nos percebemos apenas nestas dimensões não podemos encontrar nem verdadeira segurança, nem verdadeira felicidade.

Estamos habituados a abordagens sobre autoconhecimento relacionadas a padrões mentais, emocionais e físicos (que tem sua relevância e importância). Mas, no yoga essencial quando se fala em autoconhecimento faz-se referência a conhecer Aquilo que somos “além” do corpo e da mente, nossa verdadeira realidade eterna, infinita e imutável.
Podemos reconhecer que surgem pensamentos e emoções em nossas mentes em momentos que não desejamos. Surgem pensamentos e emoções que não apreciamos. Mesmo quando decidimos não pensar surgem pensamentos. Não somos nossos pensamentos, tanto é que podemos observá-los. Quem observa? Quem é este “por trás” da mente pensante?

“Ioga é um método para restringir a turbulência natural dos pensamentos. Estes, se não forem dominados, impedem todos os homens, imparcialmente, em todas as terras, de vislumbrarem sua verdadeira natureza, que é Espírito." Ensina Paramahansa Yogananda.

Praticantes de yoga deveriam estar conscientes do que estão fazendo e do que estão buscando. Devem tomar cuidados para não limitar uma disciplina tão preciosa somente aos objetivos de mente e corpo.  

Quando olhamos para o céu e o vemos repleto de nuvens isto não significa que além das nuvens o puro azul celeste não esteja ali imaculado. Hoje aparentemente estamos com a nossa “visão” presa as nuvens dos nossos pensamentos turbulentos e emoções negativas. Mas, isto não significa que “além” destes pensamentos não esteja presente nossa verdadeira natureza.

Acalmar a mente, reconhecer que seus padrões não são essências e sim construídos, não se identificar com a mente e manter-se aberto para O Ser Verdadeiro se revelar espontaneamente é praticar yoga.

Texto: Carlos Henrique Viard Junior

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