segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Duas formas de orar


     A oração é uma ferramenta poderosíssima em nossa caminhada espiritual. É por meio dela que nos dirigimos a Deus, abrimo-nos para o extraordinário, humildamo-nos como ego. Mas qual nossa atitude mental durante a oração? Como oramos?

     Devemos lembrar-nos sempre de “não falar a Deus que temos grandes problemas, mas sim dizer aos problemas que temos um grande Deus”. E isso faz toda a diferença, pois “tudo pode aquele que tem fé”.

     Ao percebermos nossas mentes agitando-se por questões referentes à condição financeira, saúde, família, vícios, política, relacionamentos e demais questões do mundo, temos a tendência de repetirmos ininterruptamente essas questões para Deus. Dizemos: “Senhor, cuida do meu relacionamento que está muito difícil! Melhora minha preocupante situação financeira! Estou muito preocupado com quem será o próximo Presidente da República! Senhor, não aguento mais acompanhar o sofrimento de fulano! Ajuda-o, por favor!”. E, repetindo infinitamente nossas mazelas, reforçamos mentalmente todas essas questões e pouco nos lembramos do infinito poder de Deus. Somente dizemos a Deus que temos grandes problemas.

      Podemos, porém, mudar nossa atitude em oração. Ao percebermos nossas mentes  agitando-se por questões referentes à condição financeira, saúde, família, vícios, política, relacionamentos e demais questões do mundo, contemos a tendência de repetirmos ininterruptamente essas questões para Deus. Não reprimimos e nem fingimos não haver nada acontecendo. Mas, ao invés de colocar o foco nas aflições, focamos no poder invencível de Deus. Deixamos brotar de nossas mentes todas as questões, olhamos bem para elas e dizemos: “Senhor Deus, que és puro amor, misericórdia, bondade e força, sei que sou teu filho amado e, neste exato momento, já ages para que somente aconteça o que for melhor para mim. Mostra-me, Senhor, o  que devo fazer e o momento de fazê-lo! Dá-me força e tranqüilidade para fazer, mas, acima de tudo, Senhor, que eu nunca esqueça que és o Tu que estás cuidando de tudo e, por isso, posso seguir sereno e feliz. Agora estamos mostrando aos nossos problemas que somos eternamente amparados por um grande Deus.

     Quando vamos a uma padaria comprar pão, chegamos ao balcão e pedimos à pessoa que nos atende: “Um pão, por gentileza!”. Ela nos ouve, e, então, esperamos. Logo nosso pedido é atendido. Depois que o balconista ouve nosso pedido, não há necessidade de ficarmos repetindo: “Cadê meu pão? Pega logo o pão! Eu pedi um pão! Um pão!”.  Ele já sabe o que desejamos e logo trará nosso pão. Em nossa oração, basta pedirmos uma única vez com fé. O Senhor sempre nos ouve e, no tempo certo,  atende-nos. Quando repetimos inúmeras vezes o mesmo pedido, que está acontecendo? Achamos que Deus não ouve bem? Ou estamos querendo que Ele aja no nosso tempo? Devemos ser calmos, não nos deixar arrastar pelo desespero. Confiemos no Senhor. Coloquemos nossa atenção n’Ele e não nas dificuldades. No tempo certo, perceberemos a Graça Divina sempre atuante, mas que só pode ser percebida pela mente serena.

     Um rapaz entrou numa padaria, dirigiu-se ao balcão e pediu uma determinada quantidade de pão. O balconista ouviu seu pedido e disse-lhe que esperasse um momento. Um minuto depois, o rapaz, verificando que havia alguns pães no cesto que estava na frente do balconista, pediu novamente o pão. O balconista respondeu-lhe: “Já vou dar ao senhor”.  Passou-se mais um minuto. O rapaz, já impaciente (inconsciente da paz), disse ao balconista: “Você não pode me dar este pão logo? Já estou irritado pela sua demora!”. Na mente do rapaz, surgiram muitos pensamentos nesses longos dois minutos de espera.  Nesses pensamentos, não se podia aceitar tanta demora na entrega de três ou quatro pãezinhos. Em pouco tempo, o rapaz explodiu: “Por que tanta demora?! Que você está querendo?”.  Ouviu como resposta: “Me desculpe pela sua chateação, mas minha única intenção era entregar para o senhor o pão quentinho, que estava saindo em três minutos”.

     Em nossa oração, devemos abrir nosso coração ao Senhor, entregar nossos desafios em suas mãos e deixar que Ele cuide. Ao orarmos, falando com Deus, sentimos Sua presença e, em Sua presença, estamos sempre seguros. Por isso, na oração, toda nossa concentração dirige-se para Ele. Ele cresce; os desafios encolhem! Nossa alegria cresce; a aflição encolhe! E seguimos com paciência...

Para reflexão:

Tudo tem seu tempo. Tudo tem uma razão de ser. É Deus-Pai quem está cuidando de tudo. Devemos sempre permanecer em paz. Só há uma coisa mais preciosa que permanecer em paz: promover a paz! Aqueles que promovem a paz são chamados de filhos de Deus, como nos assegura o Mestre Jesus numa das bem-aventuranças, e são felizes.

Carlos Henrique Viard Junior

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